O Que Seria Do Cinema Sem Estas 7 Obras-Primas Literárias?

Confira 7 Clássicos da Literatura adaptados para a Sétima Arte!

Neste Post, Listo:

2 Clássicos da Literatura adaptados para a Sétima Arte, que nos fazem refletir e nos ensinam sobre a arte de se relacionar;

5 Clássicos da Literatura adaptados para a Sétima Arte, que refletem sobre as relações de Poder e o impacto da Política no dia a dia das pessoas.

O que estes 2 filmes podem nos ensinar sobre nós mesmos?

Confira 7 Clássicos da Literatura adaptados para a Sétima Arte!

1.O Pequeno Príncipe

A película O Pequeno Príncipe, baseada no livro homônimo de Antoine de Saint-Exupéry, narra a viagem do principezinho por vários planetas, período que conhece alguns amigos que o fazem questionar o sentido da vida, como o piloto que encontra no deserto do Saara.

E, assim, aborda temas como escolhas, amor passional e fraternal, por meio de conceitos poéticos:

Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

E filosóficos:

Tu julgarás a ti mesmo – respondeu o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.

Com tais conceitos, toca o espectador e o leva a refletir sobre atitudes e escolhas passadas; mas, principalmente, presentes e futuras.

E por tais características, especialistas afirmam que se tornou tão conhecida; pois, ao mesmo tempo, é densa e acessível, possibilitando que pessoas de diferentes idades se identifiquem com ela.

Tanto que o filósofo alemão Martin Heidegger (1889 – 1976) a definiu como “uma das maiores obras existencialistas do século 20”.

Confira um trecho de O Pequeno Príncipe

Direção: Stanley Donen

Produção: Reino Unido, Estados Unidos

Ano: 1975

Gênero: Drama

Duração: 88 minutos (1h 28 min)

Adaptações de O Pequeno Príncipe

O livro foi adaptado para a televisão, por meio das séries de animação: As Aventuras do Pequeno Príncipe (Japão, 1970) e O Pequeno Príncipe (França, 2011), a produtora francesa Method Animation transformou a obra em um seriado animado em 3D.

O seriado foi exibido pelo Canal Discovery Kids, o qual redundou em 24 álbuns em quadrinhos (cada volume corresponde a cada um dos episódios da série francesa), publicados pela Editora Amarilys.

A obra também foi adaptada para o Cinema, pelo cineasta americano Stanley Donen (1924), em 1974.

Já Mark Osborne (1970), ator, produtor e diretor de Kung Fu Panda, transpôs o clássico de Saint-Exupéry, para a tela grande (a animação 3D foi lançada em 2015).

Direção: Mark Osborne

Produção: França

Ano: 2015

Gênero: Animação

Duração: 107 minutos (1h 47 min)

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Curiosidades de O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (1900 – 1944), escritor, ilustrador e piloto francês,  é o livro de língua francesa mais lido no mundo e o terceiro mais traduzido mundialmente, sendo publicado em mais de 160 idiomas.

O livro lançado, em 1945, no Brasil, também foi eleito, pelo jornal francês Le Mondeum dos 100 livros do Século XX.

A amizade, um dos principais temas abordados no livro O Pequeno Príncipe, também foi enfatizada em outros romances de grande sucesso, entre os quais, destaco Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcellos.

Confira Meu Pé de Laranja Lima na íntegra

Direção: Aurélio Teixeira

Produção: Brasil

Ano: 1970

Gênero: Drama

Duração: 95 minutos (1h 35min)

E-book  Meu Pé de Laranja Lima

2. O Vestido 

Duas meninas (Ritinha e Clara) encontram um vestido no porão de sua casa e ficam extremamente intrigadas, principalmente, ao ver sua mãe (Ângela) chorando copiosamente, com a roupa na mão.

Decidem, então, investigar o caso, no escopo de preencher os espaços que faltam em seu quebra-cabeça familiar, uma vez que também não entendem, porque há um prato à mesa reservado ao pai (Ulisses), que as abandonara há muitos anos.

O vestido é a peça-chave que faltava, para completar este complexo quebra-cabeça.

O filme O Vestido (2003), de Paulo Thiago, foi livremente inspirado no poema Caso do Vestido, extraído do livro A Rosa do Povopublicado em 1945.

Confira a leitura do Poema O Caso do Vestido, por Carlos Drummond de Andrade

Direção: Paulo Thiago

Produção: Brasil

Ano: 2003

Gênero: Drama

Duração: 117 minutos (1h 57min)

Veja 5 Clássicos da Literatura adaptados para a Sétima Arte, com viés social 

3. Morte e Vida Severina

Animação em 3D, produzida pela Fundação Joaquim Nabuco e pela TV Escola, inspirada na obra-prima  Morte e Vida Severina (1956), de João Cabral de Melo Neto, narrada em primeira pessoa, por Severino (retirante nordestino), o qual migra do sertão pernambucano (Serra da Costela) para o litoral (Recife), seguindo o curso do rio Capiberibe, em busca de melhores condições de vida.

A obra retrata o período de peregrinação de Severino (dificuldades que enfrentou no percurso e seus dilemas) até a chegada a Recife.

Mas, acima de tudo, reafirma a vitória da persistência e da esperança.

Morte e Vida Severina dialoga com Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos.

Uma vez que ambas retratam o flagelo da seca, o deslocamento em busca de melhores condições de vida; mas, principalmente, tecem críticas à estrutura social vigente.

Curiosidades

A adaptação da obra para os quadrinhos foi realizada por Miguel Falcão;

A obra Morte e Vida Severina foi encenada, pela primeira vez, em 1966.

A peça do Poeta Modernista João Cabral de Melo Neto recebeu inúmeros prêmios, como o do Festival de Nancy, na França.

Confira Morte e Vida Severina na íntegra

Direção: Afonso Serpa

Produção: Brasil, 2012

Gênero: animação

Duração: 55 minutos

Confira um trecho de Vidas Secas

Direção: Nelson Pereira dos Santos

Produção: Brasil, 1963

Gênero: Drama

Duração: 103 minutos (1h 43 min)

Confira mais 4 Clássicos da Literatura adaptados para a Sétima Arte!

4. O Processo

O filme O Processo se inicia com a pergunta: “Por que ninguém pediu para entrar?”.

A questão se baseia numa passagem do romance “O Processo”, de Franz Kafka, publicado em 1925.

Tal indagação permeia todo filme e é respondida ao final da película.

O Processo retrata os meandros de um julgamento, a fim de questionar as reais intenções, mas, principalmente, a imparcialidade de uma Justiça dita “cega”, mas que julga as pessoas pela aparência e não, pelos fatos, em si.

O que contraria os princípios de imparcialidade (representado pelos olhos vendados da Deusa grega Têmis), de que todos são iguais e devem ser julgados por seus atos e, não, por sua classe social, nível de instrução, raça, credo, etc. e da ponderação e do equilíbrio (simbolizados pela balança nos braços de Têmis) em pesar os argumentos a favor e contra o réu.

Direção: Orson Welles

Produção: França, Alemanha e Itália

Ano: 1962

Gênero: drama

Duração: 119 minutos (1h 59 min)

5. Guerra e Paz

Baseado no romance Guerra e Paz (1865), de Liev Tolstoi, considerado um dos maiores livros da História da Literatura, este clássico de 1956, narra a invasão da Rússia pelas tropas de Napoleão em 1812, usando como pano de fundo o romance entre a aristocrata Natasha Rostov (Audrey Hepburn) e o filho bastardo de um nobre, Pierre Bézoukhov (Henry Fonda).

O filme retrata com muita precisão e riqueza de detalhes o conflito de classes, a decadência da elite russa e, principalmente, do Império Russo, estabelecido em 1721, sob a dinastia Romanov.

A película foi indicada aos Oscars de Melhor direção de fotografia, melhor figurino e melhor diretor.

Confira o trailer de Guerra e Paz

Direção: King Vidor

Produção: Estados Unidos, 1956

Gênero: drama

Duração: 208 minutos (3h 28min)

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6. 1984

1984 reflete sobre as consequências de uma sociedade, em que os habitantes de Oceania (país fictício) estão sob o escrutínio constante de um poder maior (O Grande Irmão).

E tece uma crítica mordaz aos regimes totalitários, já que é “uma mostra das perversões que já foram parcialmente realizadas pelo comunismo e fascismo”, segundo George Orwell, autor do romance futurista  homônimo, lançado em 1949, no qual o longa-metragem foi baseado.

Curiosidades

George Orwell (1903 – 1950) serviu em Myanmar, ex-Birmânia (antiga colônia britânica), como policial imperial, entre 1922 a 1927.

A experiência no país asiático é relatada em Dias na Birmânia (1934).

No livro, Orwell faz um retrato impiedoso do imperialismo britânico.

Já na década de 30, George Orwell se arregimentou a uma milícia republicana, a fim de lutar contra o regime de exceção, imposto por Francisco Franco, na Guerra Civil Espanhola.

Devido as suas experiências numa colônia britânica e num regime de exceção, tornou-se um crítico contundente destas práticas.

Tanto que o termo “orwelliano” se refere a qualquer conduta social autoritária ou totalitária.

E quiçá também tenha servido de inspiração para o autor escrever 1984.

O reality show Big Brother é baseado no conceito de Grande Irmão criado por Orwell.

Confira o trailer de 1984

Direção: Michael Radford

Produção: Reino Unido, 1984

Gênero: Drama

Duração: 113 minutos (1h 53min)

7. O Anjo Azul

O longa-metragem filme O Anjo Azul (1930)de Josef von Sternberg (1894 – 1969) foi baseado no romance Professor Unratde Ludwig Heinrich Mann (1871 – 1950), autor de O súdito

Mann se notabilizou por ser um crítico mordaz da sociedade alemã e das autoridades do IIº Reich (1871-1918).

A obra publicada em 1905 retrata o sistema educacional das classes média e alta e faz uma crítica contundente aos professores deste período, já que estes eram usados por Guilherme II (1859 – 1941), último imperador da Alemanha e rei da Prússia, para “doutrinar” as massas.

Adaptações de Professor Unrat

Professor Unrat ganhou três adaptações cinematográficas, além de O Anjo azulThe Blue Angel (1959), Pinjra (1972) e a versão brasileira Anjo Loiro (1973).

primeira grande produção alemã falada, dirigida pelo austríaco Josef von Sternberg e estrelada pela atriz germânica naturalizada norte-americana Marlene Dietrich, passa-se, em 1925, na Alemanha, da República de Weimar (sistema parlamentar democrático).

Professor Unrat (Professor lixo)

O protagonista é Immanuel Rath (Emil Jannings) – um dos maiores atores do cinema expressionista alemão -, rígido e moralista professor de Inglês e Literatura, chamado por seus alunos de Professor Unrat (lit. Professor lixo), graças ao seu comportamento autoritário e abusivo.

A vida do professor muda ao encontrar uma declaração de amor de um dos seus pupilos Lohmann (Rolant Varn) à cantora Lola Lola (Marlene Dietrich), do clube noturno O Anjo Azul.

A fim de flagrar as travessuras de Lohmann e de conhecer a musa inspiradora do garoto, Immanuel visita o cabaré, mas ao ver uma apresentação de Lola, encanta-se e envolve-se com a artista.

Seu relacionamento é descoberto pelos alunos e, principalmente, pelo diretor da escola, o que o leva a despedir o “professor lixo“, devido à moral vigente.

Desnorteado, Immanuel busca apoio em Lola e casa-se com a artista.

Ademais, Immanuel entra para a trupe artística e se torna uma espécie de serviçal de Lola, já que passa a vender fotos sensuais da cantora para a plateia e ademais, é usado como palhaço em um show no Anjo Azul (alegoria da degradação moral da elite intelectual alemã).

Anjo Azul se tornou uma das películas alemãs mais cultuadas de todos os tempos.

Direção: Josef von Sternberg

Produção: Alemanha, 1930

Gênero: Drama, musical

Duração: 100 minutos (1h 40 min)

E você, já assistiu a algum destes Clássicos da Literatura adaptados para a Sétima Arte?

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