5 filmes sobre Arte. Saiba como funciona o Mundo das Artes!

Inspire-se assistindo a 5 Filmes Sobre Arte, os quais retratam a vida e a obra de 5 importantes artistas de diferentes matizes!

Neste post, listo 5 Filmes Sobre Arte para você adquirir referências e bagagem cultural! Confira a vida e obra de:

Confira 5 filmes sobre Arte!

1. Caravaggio: O Mestre dos Pincéis e da Espada 

O documentário produzido pela TV Cultura, mostra os bastidores da maior exposição de Caravaggio trazida para o Brasil. E a partir da mostra, traça um perfil de Caravaggio (Pintor Barroco italiano, do século XVI), que se notabilizou por pintar personagens e eventos bíblicos em situações mundanas), desde a sua infância até a fase adulta.

O documentário também mostra como a convivência com religiosos católicos influenciou o seu trabalho e, principalmente, a sua influência na Fotografia, devido enquadramento e ao jogo de luzes e sombras que utilizava nos personagens e nos objetos retratados.

Com depoimentos de André Tavares (historiador da arte), Fábio Magalhães (curador da exposição), Lorenzo Mammi (filósofo e historiador) e Carlos Ebert (fotógrafo de cinema).

Direção: Hélio Goldsztejn

Produção: Brasil, 2012

Classificação: documentário

Duração: 52 minutos

As 2 Faces de Caravaggio

Sobre Caravaggio

Caravaggio é considerado o primeiro grande representante do Barroco (movimento nascido em Roma ligado à Contrarreforma religiosa, com forte influência em países católicos), visto que seus quadros e pinturas tinham o intuito de propagar a salvação, por meio do Evangelho.

A obra de Caravaggio foi influenciada pela Renascença (movimento Artístico surgido na Europa, no século XIV, caracterizado pela redescoberta e revalorização da Cultura Greco-Romana) tanto na forma como no conteúdo, visto que utilizava a perspectiva, a tridimensionalidade e o jogo de luzes e sombras em suas pinturas, como em “Anunciação” (1489), de Giovanni Bellini (1430 – 1516).

E, principalmente, seu tema basilar, também era um dos principais de pintores Renascentistas, qual seja: uma visão mais obscura e realista das escrituras sagradas, porquanto tais quais os artistas Renascentistas, os artífices Barrocos eram patrocinados ou recebiam encomendas de igrejas e de religiosos italianos, como o cardeal mecenas Francesco Maria Del Monte.

2. Revelando Sebastião Salgado

O documentário dirigido por Betse de Paula, narra a trajetória do fotógrafo, desde a infância até o estrelato, perpassando pelos bastidores do Projeto Genesis. Em Revelando, Salgado mostra, por meio de entrevistas, o seu processo de criação, desde a captura, até a edição de imagens.

Revelando Sebastião Salgado recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Gramado, além do troféu de melhor direção no Festival Internacional de Cinema Documental do Uruguai, ambos em 2013.

Curiosidades: o roteiro de Revelando Sebastião Salgado foi coassinado por Juliano Salgado, filho do fotógrafo.

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O Sal Da Terra, Uma Ode A Sebastião Salgado

Direção: Betse de Paula

Produção: Brasil

Ano: 2013

Gênero: documentário

Duração: 1h 15min (75 minutos)

Sobre Sebastião Salgado

Sebastião Salgado Júnior nasceu em 8 de fevereiro de 1944, na cidade de Aimorés, Minas Gerais.

Em 1963, mudou-se para Vitória, no escopo de estudar Economia, cidade em conheceu Lélia Wanick, sua esposa e parceira artística, já que edita os livros e exposições, desenha os livros e organiza as expedições de Salgado.

Após terminar a graduação na Universidade Federal do Espírito Santo e o mestrado, na Universidade de São Paulo (USP).

Imigrou, em 1969, para Paris, devido à Ditadura Militar vigente no Brasil.

Exilado na França, iniciou o Doutorado em Economia Agrícola, porém, não defendeu a tese, apesar de ter desenvolvido uma dissertação sobre o assunto.

Ficou 11 anos exilado na França. Neste período, não pôde voltar ao Brasil, pois seu passaporte foi confiscado pelo governo militar.

Entrou com um mandado de segurança, para reaver o documento. Após dois anos, obteve o salvo-conduto.

Missão de Vida

Neste período, Sebastião também trabalhou na Organização Internacional do Café (Londres), o que lhe permitiu, durante uma viagem de negócios à África, realizar a sua primeira sessão fotográfica e, principalmente, de descobrir a sua verdadeira vocação: a Fotografia.

Decidiu, então, abandonar o seu ofício e investir em uma nova profissão. Começou sua carreira fotográfica, aos 29 anos, em 1973, na França.

Como fotojornalista, Salgado trabalhou para as agências Sygma (2 anos), Gamma (4 anos), uma das maiores agências fotojornalísticas. Para Salgado, a sua verdadeira escola de Fotojornalismo.

Sebastião também trabalhou na cooperativa fotográfica francesa Magnum (15 anos).

Em 1994, deixou a Magnum e fundou a agência Amazonas (agência que cuida apenas da obra de Sebastião), administrada por Lélia Wanick Salgado.

Prêmios

Graças à qualidade e à originalidade do seu trabalho, o fotógrafo recebeu diversas condecorações:

  • Melhor Repórter Fotográfico do Ano, do International Center of Photography de Nova York;
  • Prêmio Jabuti de Literatura: categoria reportagem;
  • World Press Photo, a mais importante honraria do fotojornalismo mundial.

O Sal Da Terra, Uma Ode A Sebastião Salgado

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3. Lixo Extraordinário 

Registro do trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho, maior aterro sanitário da América Latina localizado na cidade de Duque de Caxias (RJ).

Indicado ao Oscar de melhor Documentário em 2011 e vencedor  dos prêmios da Anistia Internacional  e do Público, no Festival de Berlim de 2010.

Direção: Lucy Walker, Karen Harley e João Jardim

Produção: Brasil, Reino Unido, 2010

Gênero: documentário

Duração: 1h 40m (100 minutos)

Lixo Extraordinário

Vik Muniz 

A obra de Vik Muniz, um dos maiores artistas contemporâneos brasileiros, transita por distintos meios, quais sejam: escultura, desenho e fotografia. O artista participou das mais importantes Bienais mundiais, entre elas, a 24ª Bienal de São Paulo (Brasil/1998) e a 49ª Bienal de Veneza (Itália /2001).

Vik também realizou mostras individuais e panorâmicas: Vik, no Centro de Arte Contemporânea de Málaga (Espanha/2012) e Relicário, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (Brasil /2011).

Entre as mostras coletivas que integrou, destacam-se Swept away, no Museum of Arts and Design, em Nova York (2012) e Surface tension, no Metropolitan Museum of Art, em Nova York (2009).

Foi o primeiro brasileiro convidado a participar como curador na nona versão do projeto Artist´s Choice (2008-2009), criado pelo MoMA, de Nova York. O trabalho de Muniz está presente nos acervos dos principais museus do mundo.

Scrap Metal, de Vik Muniz

Vik Muniz concebeu o projeto Scrap Metalcom sucatas, os quais formam imagens com diferentes interpretações e que alteram o senso de proporção e escala. Esse trabalho ficou em exposição na The Armory Showuma das maiores e mais importantes feiras de arte moderna dos Estados Unidos.

 

Espelhos de Papel

A mostra Espelhos de papel foi concebida, a partir das pinturas de Claude Monet (Vaso de flores), Gustave Coubert (A origem do mundo), Willem de Kooning (Mulher e bicicleta) e Wilhelm Eckersberg (Modelo feminino em frente ao espelho), dentre outras.

Espelhos foi inspirada no trabalho realizado por Vik em colaboração com catadores do Jardim Gramacho, o maior lixão do Rio de Janeiro, cujos dejetos originaram retratos clássicos em grande escala – além do documentário Lixo extraordinário, indicado ao Oscar.

Espelhos de Papel, segundo Vik Muniz, são imagens com pequenas distrações, pois as efígies são formadas com pedaços de revista, as quais permitem interpretações diversas e nos “distrai” da representação principal.

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4.Tomie Ohtake

O documentário Tomie Ohtake narra, em primeira e terceira pessoas, os acontecimentos da mulher e da artista, que quebrou tabus (de gênero, nacionalidade, etc.) e o status quo e se tornou uma das maiores artistas do Brasil.

Direção: Hélio Goldsztejn

Produção: Brasil, 2015

Gênero: documentário

Duração: 57 minutos

Sobre Tomie Ohtake

Tomie Ohtake, pintora, escultora e gravadora, aclamada uma das principais representantes do Abstracionismo, nasceu em 21 de novembro de 1913, em Kyoto, no Japão. A artista imigrou daquele país para o Brasil, em 1936, e radicou-se em São Paulo. Naturalizou-se brasileira, em 1968.

A artífice Abstracionista (movimento surgido no começo do século XX na Europa, caracterizado por se concentrar nos elementos básicos da pintura: linhas, volume, espaço e cor e de não ter a intenção de representar a realidade (efígies abstratas), já que não descrevem o que está representado, mas, sim, sua percepção em relação à sua obra), iniciou sua carreira artística aos 40 anos de idade, na década de 50.

Tomie ganhou projeção nas décadas seguintes, sendo convidada a expor tanto seus quadros quanto suas gravuras em salões nacionais e internacionais: a sala Grafica D’Oggi da Bienal de Veneza, em 1972 e na Bienal de Gravura de Tóquio, em 1978.

Bienal Internacional de São Paulo

Em seus 60 anos de carreira, Tomie participou de cinco edições da Bienal Internacional de São Paulo, realizou cerca de 50 mostras individuais e 85 coletivas, no Brasil e no exterior.

Da década de 60 em diante, sua pintura caracteriza-se pelo estudo da relação forma-cor e pelo uso de tons contrastantes e é comparada à obra dos artistas abstracionistas nipo-brasileiros Tikashi Fukushima (1920 – 2001) e Manabu Mabe (1924 – 1997), considerado o pioneiro do movimento no Brasil.

A partir da década de 90, Tomie passa também a criar esculturas em grandes dimensões, as quais têm ocupado o espaço urbano brasileiro, como:

A Estrela do Mar (1985), localizada na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro;

O Monumento à Imigração Japonesa (em forma de “ondas”, as quais representam as quatro gerações de japoneses que vivem no Brasil, estatuária feita em homenagem aos oitenta anos da imigração nipônica no país) fixada na Avenida 23 de maio, em São Paulo.

Por tal obra, Tomie foi condecorada com a Ordem do Rio Branco (1988). Ademais deste laurel, a artista foi galardoada com outros 27 prêmios, dentre os quais, destaco: o Salão Nacional de Arte Moderna (1960) e o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura – Minc (1995).

Instituto Tomie Ohtake

Em 2001, foi criado o Instituto (complexo com escritórios, centro de convenções e um centro cultural projetado por Ruy Ohtake, arquiteto e filho de Tomie), no escopo de difundir e refletir, por meio de exposições, oficinas, cursos, debates e publicações as novas tendências artísticas e estéticas, nacionais e internacionais, além daquelas que lhes servem de referência (década de 50 em diante,  período da trajetória artística de Tomie).

5. Fabricando Tom Zé

Fabricando Tom Zé, documentário de 2007, de Decio Matos Jr., narra a trajetória do artista, cujo liame narrativo é a sua turnê pele Europa em 2005. O filme mostra o Tom Zé, artista, e o Tom Zé, ser humano.

O artista é mostrado, por meio de imagens de bastidores e shows, ora, descontraído, no seu hotel na Suíça, ora tenso, como na discussão aguda com os músicos de apoio, durante os ensaios, para o prestigiado Festival de Montreux e na excursão pela França, em que foi vaiado e duramente criticado pela imprensa francesa.

Já o ser humano é revelado, por intermédio de lembranças da sua infância; e, mormente, de depoimentos, em que Tom critica o imperialismo europeu, reafirma a cultura brasileira e o Brasil e, ainda, expõe a sua versão e visão da sua saída do movimento Tropicália. “Fabricando Tom Zé” mostra ao público, um artista septuagenário, porém, ou e de vanguarda.

O filme foi laureado com os prêmios de Melhor Documentário, na Trigésima Mostra Internacional de São Paulo e no Festival do Rio de 2006, ambos eleitos pelo júri popular, e também recebeu menção honrosa, no Festival de Cinema Brasileiro de Paris.

Diretor: Décio Matos Jr.

Produção: Brasil, 2007

Gênero: Documentário

Duração: 1h 30m (90 minutos)

Sobre Tom Zé

Tom Zé (1936), cantor, compositor e arranjador brasileiro, ganhou notoriedade nacional ao vencer o IV Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) em 1968, com a canção São Paulo, meu amor, também participou da Tropicália (inspirada nos Movimento Antropofágico, na Pop Art e no Concretismo), a qual propunha a ruptura, a quebra de paradigmas e a criação de uma nova ordem cultural e a afirmação da Arte brasileira – e da qual foi tirado no início da década de 70.

Tom permaneceu no ostracismo até o começo dos anos 90, quando o disco Estudando o samba, lançado em 1976foi descoberto pelo músico americano David Byrne (1952), o qual produziu o seu CD. Após o lançamento do disco, o artista ganhou projeção internacional e teve sua originalidade e genialidade reconhecidas no Brasil.

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