Veja 2 Interseções Das Obras De Maureen Bisilliat E Guimarães Rosa!

Confira o encontro poético entre as obras de Maureen Bisilliat e Guimarães Rosa, os quias retrataram com maestria o Brasil!

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Maureen Bisilliat nasceu em Englefieldgreen, na Inglaterra, em 1931. Filha de diplomata, viveu em diversos países até fixar residência em São Paulo, em 1957, e se naturalizar brasileira na década seguinte.

Maureen, pintora de formação, começou sua carreira na década de 60, época fértil para a Fotografia, segundo ela.

Interseções Das Obras De Maureen Bisilliat e Guimarães Rosa

A Fotógrafa realizou sua primeira obra de “equivalência fotográfica” (inspirada em clássicos da Literatura Brasileira): A Guimarães Rosa (1966) atendendo a uma sugestão de Guimarães Rosa (1908 – 1967).

Maureen  fotografou a Serra das Araras, em Minas Gerais, a fim de registrar o cenário onde o enredo de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa (1908 – 1967) se passa.

A legenda das imagens do livro são compostas por trechos do clássico de Guimarães Rosa.

Maureen afirmou que a obra Grande Sertão Veredas, ajudou-a a entender o Brasil, já que, para ela, é uma síntese do nosso país.

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Confira A Poesia de Maureen Bisilliat e Guimarães Rosa!

Ademais A João Guimarães Rosa (1966), Maureen produziu os livros de “equivalência fotográfica”:Visita (1977), baseado no poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987);

Sertão, Luz e Trevas (1982), fundamentado no livro de Euclides da Cunha (1866 – 1909);

O Cão sem Plumas (1983), na poesia de mesmo título de João Cabral de Melo Neto (1920 – 1999);

Chorinho Doce (1995), composto por poemas de Adélia Prado (1935);

Bahia Amada Amado (1996), com textos de Jorge Amado (1912 – 2001).

Caranguejeiras

Além de seus livros, Maureen trabalhou, de 1964 a 1972, nas Revistas Realidade e Quatro Rodas, em que realizou importantes fotorreportagens como Caranguejeiras (1968), inspirada no poema O Cão Sem Plumas, de João Cabral de Mello Neto.

Em CaranguejeirasMaureen registrou, para a Revista Realidade, o trabalho das catadoras de caranguejo na aldeia de Livramento, na Paraíba.

Maureen fez fotorreportagens que causaram surpresa, pois apresentou um país que os brasileiros ainda não conheciam e que, no entanto, não existe mais, segundo a fotógrafa.

Sou mais como uma porta-voz daquilo que aconteceu nesse enorme país em que pude viajar.

Maureen Bisilliat

Bisilliat foi enviada aos lugares mais longínquos do Brasil.

Suas viagens eram realizadas de ônibus, pela companhia São Geraldo, como contou no V Seminário Studium – Movimentos da fotografia no campo da arte, realizado pela UNICAMP.

Já para a Quatro Rodas, Bisilliat realizou a primeira fotorreportagem de um brasileiro na China.

Curtindo Veja 2 interseções das obras de Maureen Bisilliat e Guimarães Rosa!?

Continue lendo e confira mais alguns fatos sobre a carreira de Maureen…

Em 1972, Maureen foi convidada pelo sertanista brasileiro Orlando Villas-Bôas (1914 – 2002) a fotografar o Parque Nacional do Xingu.

O convite surgiu, devido ao trabalho realizado em A João Guimarães Rosa.

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XINGU 

A experiência no Parque Nacional do Xingu foi registrada nos livros Xingu, (1978) e em Xingu/Território tribal (1979), em coautoria com os irmãos Orlando e Cláudio Villas-Bôas.

A publicação Xingu/Território tribal foi laureada com o prêmio de Melhor Livro Fotográfico do Ano, pela empresa Kodak.

A Vida Retratada Pelas Lentes de Maureen Bisilliat e Claudia Andujar

Além de seu trabalho imagético, Maureen dedicou-se ao Cinema, com destaque para o documentário Xingu/Terra, rodado na aldeia mehinaku, no Alto Xingu.

O longa codirigido por Lúcio Kodato (1947) foi escolhido para abrir o Margaret Mead Film Festival, no Museu de História Natural de Nova York, em 1979.

Na década de 80, Maureen foi convidada pelo antropólogo Darcy Ribeiro (1922 – 1997) a montar o acervo de arte popular latino-americana (Pavilhão da Criatividade), do Memorial da América Latina. Bisilliat foi curadora do Pavilhão, de 1989 a 2011.

Em 2003, a artista incorporou sua obra completa (uma vez que estava bem conservada) ao Instituto Moreira Salles.

Tal acervo conta 16.251 imagens, entre fotografias, negativos em preto e branco e cromos coloridos.

Revelando a Fotografia Analógica

EQUIVALÊNCIAS, APRENDER VIVENDO: VOLTA AO PASSADO 50 ANOS 

Já em 2010, Maureen teve a ideia de realizar um filme autobiográfico e poético, ao mesmo tempo, já que o longa mostra os lugares que a artista visitou (Minas Gerais, Salvador e Livramento), sua trajetória e também pequenos capítulos dos escritores que inspiraram a fotógrafa a realizar suas equivalências fotográficas.

Para realizar o filme, Maureen captou 20 terabytes de imagem.

O filme Equivalências, aprender vivendo: Volta ao passado 50 anos foi lançado em 2019.

Ano: 2019
Duração: 96 min
Idioma: Português e inglês

Fotografia X Audiovisual

Para ela, a Fotografia capta apenas uma ínfima parte, já o vídeo captura um gesto, um olhar, enfim, a essência (a alma do fotografado).

A artista também filma com o celular, pois diz que tal ferramenta agiliza o processo e é mais barato.

Analógico X Digital

Segundo Maureen, o Digital é mais barato e ágil.

No entanto, Bisilliat também ressalta algumas desvantagens, como exigir menor concentração e treino mental, como pensar nas cores, do fotógrafo.

Atual Momento da Fotografia

Para Maureen, a Fotografia passa por um bom momento, já que há diversos festivais, encontros e discussões, que fomentam a Arte.

Também ressalta a excelente Produção Fotográfica realizada no Nordeste (Pernambuco, Bahia, Ceará) e no interior do país, como em Ouro Preto, Minas Gerais.

A fotografia voltou ser uma manifestação pessoal; as pessoas se agrupam por momentos.

Maureen Bisilliat

Prêmios

Devido a sua importante contribuição iconográfica, Maureen recebeu importantes condecorações como:

Prêmio Especial da Crítica pela exposição Xingu/Terra, na 13ª Bienal Internacional de São Paulo (1975);

Prêmio Fotojornalismo Abril (1984);

Melhor Fotógrafo” da Associação Paulista dos Críticos de Arte  – APCA – (1987);

Galardão Governador do Estado do Rio/Golfinho de Ouro em Fotografia (1987).

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Antes de imprimir, pense. O meio ambiente agradece.

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