Confira 3 Dicas De Como Fotografar Imagens Impossíveis De Ignorar!

Você se sente frustrado ao fotografar, por horas, e não produzir uma foto memorável? Continue lendo esse artigo e confira 3 Dicas de Composição inspiradas nos Mestres da Pintura e da Fotografia. Você não pode ignorar a Técnica Fotográfica número 3!

Neste post, listo 3 técnicas de composição fotográfica, a fim de te ajudar a se destacar nesse mar de imagens publicados diariamente:

  • luminação;
  • Enquadramento;
  • Composição e Cores.

A Câmara Clara

um fotógrafo, como um acrobata, deve desafiar as leis do provável ou mesmo do possível, em última instância deve desafiar as do interessante: a foto se torna surpreendente a partir do momento em que não se sabe porque ela foi tirada; qual motivo e qual interesse para se fotografar um nu, contra a luz, no vão de uma porta, a frente de um velho automóvel na grama, um cargueiro no cais, dois bancos em uma pradaria, nádegas de mulher diante de uma janela rústica, um ovo sobre uma barriga nua (fotos premiadas em um concurso de amadores)?

Em um primeiro tempo, a Fotografia para surpreender, fotografa o notável; mas logo por uma inversão conhecida, ela decreta notável aquilo que fotografa.

O não importa o que, se torna então o ponto mais sofisticado do valor.

Trecho de A Câmara clara: nota sobre a fotografia, de 1980, de Roland Barthes (1915 – 1980), escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês.

Veja 3 Técnicas de Composição Fotográfica, baseadas nas Obras de Caravaggio e Sebastião Salgado!

1. Técnica Fotográfica de Iluminação (Claro-escuro) 

O Pintor Barraco Caravaggio usou a técnica Claro-escuro (jogo de luzes e sombras) e a desenvolveu, com a criação do Tenebrismo.

O Tenebrismo se caracteriza pelo uso de intensos contrastes de luz e sombra, a fim de destacar certos aspectos da Pintura, para dar ênfase à cena retratada e, principalmente, para aumentar o realismo.

Tal característica pode ser vista no quadro Davi com a cabeça de Golias.

A obra foi inspirada no episódio bíblico narrado em 1 Samuel 17, em que Davi, um jovem pastor de ovelhas vence o gigante e, extremamente, temido Golias – estima-se que ele tinha mais de 3 m de altura.

No quadro, apenas algumas partes de Davi e de Golias são iluminadas e outras são sombras próprias, como nota-se no ombro de Davi (a sombra do seu rosto é projetada na sua omoplata).

A Pintura é um autorretrato, já que o artífice retrata a sua dualidade: ao pintar o David Caravaggio corajoso e o Golias Caravaggio criminoso.

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Davi-com-a-cabeça-de-Golias-Caravaggio - Técnica Fotográfica Claro-Escuro

Obra: Davi com a cabeça de Golias

Ano: 1609 – 1610

Técnica: Óleo sobre tela

Onde ver: Galeria Borghese (Roma – Itália)

2. Técnica fotográfica de enquadramento (Regra dos terços)

Caravaggio também utilizou a Técnica Fotográfica da Regra dos terços (técnica derivada da Proporção Áurea e do Retângulo de ouro – cuja razão entre os comprimentos dos lados maior e menor é igual ao número de ouro – 1,618, que representa a Proporção Divina).

Tal metodologia foi usada pelo escultor grego Fídias (480 – 430 a.C.), a fim de construir o templo Partenon, localizado na Acrópole ateniense, pelos egípcios, na construção das pirâmides de Gizé, no Egito e pelo artista Renascentista Leonardo Da Vinci, dentre outros.

Na regra dos terços, a imagem é dividida em nove quadrados, com duas linhas verticais e duas verticais.

E na intersecção dos pontos forma-se o terço de ouro (mais à direita ou à esquerda e não no centro), a fim de destacar um dos elementos e de obter uma efígie equilibrada.

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A Decapitação de João Batista

O uso da Regra dos terços pode ser conferido no quadro A Decapitação de João Batista.

Tal episódio foi descrito em Mateus 14, em que João Batista, precursor de Jesus, foi degolado, a mando de Herodes, tetrarca da Galileia, por este ter advertido o governante sobre o seu caso extraconjugal, com a sua cunhada, Herodias.

No quadro, os personagens estão posicionados no terço de ouro (do centro para à esquerda).

Nota-se também o uso da técnica claro-escuro na Pintura.

Em A Decapitação de João Batista, o artista reflete sobre a condição humana e faz uma autobiografia, já que o artífice assinou a pintura, escrevendo o seu nome no sangue de João Batista, a fim de expurgar sua culpa pelo assassinato do espadachim Tomassoni.

A-Decapitação-de-João-Batista-Caravaggio Técnica Fotográfica Regra dos Terços

Obra: A Decapitação de João Batista

Ano: 1608

Técnica: Óleo sobre tela

Onde ver: Catedrale di San Giovanni (La Valletta – Malta)

Ademais à Fotografia, a obra de Caravaggio também influenciou Pintores Barrocos Contemporâneos:

Georges de La tour (1593 – 1652), conhecido pelo uso da técnica claro-escuro;

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 – 1669), considerado por muitos, o maior pintor holandês de todos os tempos – artífice de A Ronda Noturna;

Diego Velásquez (1599 – 1660), retratista e principal pintor da Corte do Rei Filipe IV, da Espanha – autor de As Meninas.

Sobre Caravaggio

Michelangelo Merisi, mais conhecido como Caravaggio (1570 – 1610), é considerado o primeiro grande representante do Barroco.

O Barroco foi um movimento nascido em Roma ligado à Contrarreforma religiosa, com forte influência em países católicos, visto que seus quadros e pinturas tinham o intuito de propagar a salvação, por meio do Evangelho.

A obra de Caravaggio foi influenciada pela Renascença.

A Renascença foi um Movimento Artístico surgido na Europa, no século XIV, caracterizado pela redescoberta e revalorização da Cultura Greco-Romana, tanto na forma como no conteúdo, visto que utilizava a perspectiva, a tridimensionalidade e o jogo de luzes e sombras em suas pinturas.

E, principalmente, o tema basilar de Caravaggio, também era um dos principais dos pintores Renascentistas.

Já que tanto os artistas Renascentistas quanto os Barrocos eram patrocinados ou recebiam encomendas de igrejas e de religiosos italianos, como o cardeal mecenas Francesco Maria Del Monte.

Google Art Project/Caravaggio

Continue lendo e confira mais uma técnica fotográfica!

Revelando a Fotografia Analógica

3. Técnica fotográfica de Composição e Cores (Preto & Branco)

Já Sebastião Salgado usa com maestria as finitas possibilidades do Preto & Branco, a fim de estimular a interpretação subjetiva da imagem: Punctum (uma vez que o observador tem de imaginar, recriar aquela cena em cores usando suas referências, experiências e sensações particulares, já que o cérebro, vê luz e sombra apenas; mas, principalmente, refletir acerca dos dilemas retratados), em vez da análise objetiva da efígie colorida (Studium), já que esta deixa pouco espaço para a imaginação e, fundamentalmente, para a contemplação e a ponderação.

Ambos os conceitos – Punctum e Studium – foram descritos por Roland Barthes, na obra A Câmara clara: nota sobre a fotografia, de 1980.

Com o preto e branco e todas as gamas de cinza, porém, posso me concentrar na densidade das pessoas, suas atitudes seus olhares, sem que estes sejam parasitados pela cor.

Sebastião Salgado

Sobre Sebastião Salgado

Sebastião Salgado Júnior nasceu em 8 de fevereiro de 1944, na cidade de Aimorés, Minas Gerais.

Em 1963, mudou-se para Vitória, no escopo de estudar Economia, cidade em conheceu Lélia Wanick, sua esposa e parceira artística, já que edita os livros e exposições, desenha os livros e organiza as expedições de Salgado.

Em 1969, Salgado imigrou para Paris (devido à Ditadura Militar vigente no Brasil), seguindo o conselho da organização de esquerda, da qual fazia parte.

Ficou 11 anos exilado na França. Neste período, não pôde voltar ao Brasil, pois seu passaporte foi confiscado pelo governo militar.

Neste interim, Sebastião trabalhou na Organização Internacional do Café (Londres), o que lhe permitiu, durante uma viagem de negócios à África, realizar a sua primeira sessão fotográfica e, principalmente, de descobrir a sua verdadeira vocação: a Fotografia.

Missão de Vida

Decidiu, então, abandonar o seu ofício e investir em uma nova profissão.

Começou sua carreira fotográfica, aos 29 anos, em 1973, na França.

Como fotojornalista, trabalhou para as agências Sygma (2 anos), Gamma (4 anos), uma das maiores agências fotojornalísticas e também na Agência Magnum (15 anos).

Em 1994, deixou a Magnum e fundou a agência Amazonas (agência que cuida apenas da obra de Sebastião), administrada por Lélia Wanick Salgado.

Em 2000, voltou ao Brasil. Decidido a abandonar a Fotografia, devido ao choque causado, pelo trabalho realizado no Projeto Êxodos.

Não obstante tal desencanto, decidiu voltar a fotografar, após ver o reflorestamento da fazenda da sua família e ao criar o Projeto Genesis.

Êxodos X Genesis

Para Salgado, a Fotografia é completamente subjetiva e parcial, pois revela a visão política e a trajetória do fotógrafo.

Tais características foram corroboradas tanto em Êxodos quanto em Genesis.

Ambos os projetos (Êxodos e Genesis) possuem estética impecável e alta carga dramática, porém, com vieses diferentes.

Já que Êxodos apresenta um mundo em decadência, desesperançoso, enquanto Genesis retrata um mundo intocado, belo, puro e esperançoso.

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Publicações

Em 1986, Sebastião Salgado lançou seu primeiro livro, Outras Américas, a publicação retrata as condições de vida dos camponeses e dos índios da América Latina.

Desde então, Sebastião Salgado publicou diversas obras:

  • Trabalhadores (1993);
  • Terra (1997);
  • Serra Pelada (1999);
  • Êxodos (2000);
  • O Fim da Pólio (2003);
  • Um Incerto Estado de Graça (2004);
  • O berço da desigualdade (2005);
  • África (2007);
  • Genesis (2013);
  • Perfume de Sonho (2015).

Prêmios

Graças à qualidade e à originalidade do seu trabalho, o fotógrafo recebeu diversas condecorações:

Melhor Repórter Fotográfico do Ano, do International Center of Photography de Nova York,

Prêmio Jabuti de Literatura: categoria reportagem;

World Press Photo, a mais importante honraria do fotojornalismo mundial.

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Antes de imprimir, pense. O meio ambiente agradece.

 

 

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