Conheça A Trajetória De Um Gênio Da Literatura Brasileira

Em tributo ao dia D (efeméride criada em 2011, em homenagem ao nascimento em 31 de outubro, do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade), publico a trajetória de um dos maiores bardos brasileiros de todos os tempos.

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade é considerado o maior poeta brasileiro do século XX e um dos três mais importantes da Língua Portuguesa.

 Drummond iniciou sua carreira literária na década de 20, mais precisamente em 1922, quando publicou trabalhos nas revistas Todos e Ilustração Brasileira.

Em 1925, lançou sua própria publicação: A Revista.

Já, em 1928, publicou o poema No meio do caminho, o qual se tornou um dos maiores escândalos literários do Brasil, pois representou uma ruptura estética.

Confira a declamação, do poema No meio do caminho!

Em 1930, lançou seu primeiro livro: Alguma Poesia (financiado pelo artista) e passou a também colaborar com o Estado de Minas, o Diário da Tarde.

E, em 1945, publicou o livro A rosa do Povo, considerado a sua obra-prima.

A partir da década de 60, seus livros passaram a ser publicados em Portugal, EUA, Alemanha, Suécia, Argentina e Tchecoslováquia.

Neste período, também participou dos programas Vozes da Cidade (Rádio Roquette Pinto) e do Cadeira de Balanço (Rádio Ministério da Educação).

Em 1986, lançou Tempo, Vida, Poesia, seu último livro.

Confira 2 Belíssimos Poemas de Drummond Sobre Fotografia

Eu x mundo

A obra de Carlos é estabelecida, segundo Affonso Romano de Sant’Anna (1937, escritor brasileiro), a partir da dialética “eu x mundo“.

Eu maior que o mundo — marcada pela poesia irônica;

Eu menor que o mundo — marcada pela poesia social;

Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica.

Serviço Público

Drummond ingressou no órgão estatal Minas Gerais (imprensa oficial) em 1929 e egressou deste em 1953.

Cinco anos mais tarde, em 1934, tornou-se chefe de gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação, do governo Getúlio Vargas.

Em 1945, pediu exoneração, em 1945, por opor-se a ditadura Varguista.

No mesmo ano, entrou no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), no qual aposentou-se, em 1962, após 33 anos de serviço público.

Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade

Condecorações

Avesso a prêmios, recusou-se a ser indicado ao Prêmio Nobel de Literatura em 1967, considerado o mais prestigiado laurel nas seguintes categorias (Paz, Literatura, Economia, Física, Químia, Medicina ou Fisiologia).

A condecoração, criada por Alfred Nobel (1833 – 1896), em 1895, é entregue anualmente.

A recusa da indicação se deveu quando Drummond se negou, em 1967, a enviar a tradução da sua obra, para Arne Lundgren, seu tradutor para o sueco (língua oficial da Academia de Ciências, organizadora do Prêmio Nobel).

Drummond também se recusou a receber o Prêmio Nacional Walmap de Literatura.

Não obstante tais fatos, foi galardoado com importantes láureas, dentre as quais, destaco: o Prêmio pelo Conjunto de Obra, da Sociedade Felipe d’Oliveira (1946) e o Prêmio de Poesia, da Associação Paulista de Críticos Literários (1974).

Semana de Arte Moderna de 1922

Poeta de Sete Faces

Adaptações e homenagens

Duas de suas criações foram adaptadas, para o Cinema: o poema Caso do Vestido (O Vestido – 2004 -, dirigido por Paulo Thiago) e a novela O Gerente (filme homônimo, de Paulo César Saraceni, lançado em 2011).

Já a obra Poema de Itabira, de Heitor Villa-Lobos, foi inspirada na ode Viagem na Família.

A vida e produção artística de Drummond também foram retratadas no longa O Poeta de Sete Faces (2002), de Paulo Thiago.

Caso do Vestido, narrado por Carlos Drummond de Andrade

Homenagens

Devido a sua proeminência, Drummond recebeu várias homenagens, dentre as quais, destaco: a impressão da sua imagem nas notas de cinquenta cruzados novos (em circulação entre anos de 1988 e 1990) e a construção de um Memorial em Itabira, sua cidade natal, com projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer.

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