E Louis Mandé Daguerre criou a Fotografia… Será mesmo?

O Mês da Fotografia foi criado por mim, com o intuito de celebrar o Dia Mundial da Fotografia comemorado dia 19 de Agosto.

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Anunciada em 19/08/1839, na Academia de Ciências da França, a Daguerreotipia (criada pelo francês Louis Mandé Daguerre), leia-se, Fotografia, chegou ao Brasil, cinco meses depois (16/01/1840), por meio do abade Louis Compte, o qual apresentou o daguerreótipo ao imperador D. Pedro II, primeiro fotógrafo brasileiro.

Hercule Florence X Dia Mundial da Fotografia

A autoria da invenção é controversa, já que há relatos de que Hercule Florence, francês radicado no Brasil, fazia experiências com métodos de ‘impressão de luz’, anos antes que seus conterrâneos.

Hercule cunhou o termo Photographie, em 15/08/1832, em Campinas (interior de São Paulo), para descrever a técnica de captar, projetar e registrar imagens.

Tal resenha encontra-se no livro Hercule Florence: 1833, a descoberta isolada da fotografia no Brasil (Editora Duas Cidades – 1976), de Boris Kossoy.

A Fotografia no Brasil e no mundo

Consolidada, a Fotografia ampliou o leque de vertentes, desde a sua invenção até os dias de hoje, perpassando por diferentes gêneros, dentre os quais, destaco o Fotojornalismo.

O gênero teve início em 1887, com a publicação do jornal Daily Herald, primeiro panfleto ilustrado com fotos, consolidou-se nas décadas de 40 e 50, com a criação da agência Magnum (cooperativa fotográfica, criada por Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger) e do prêmio anual World Press Photo, respectivamente.

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No Brasil, a Fotografia Jornalística se difundiu, com a criação: do Foto Clube Bandeirante (1939), que reunia nomes como Thomas Farkas; das revistas O Cruzeiro (1928), Manchete (1950), Realidade (1966), Veja (1968), do prêmio Esso de Jornalismo (1955) e dos jornais diários de grande circulação (década de 60).

Fotojornalismo Humanista

Alicerçado no Brasil, o Fotojornalismo Humanista (maior ênfase no caráter documental e jornalístico), difundiu-se, ao ser adotado pela revista O Cruzeiro (principal publicação ilustrada brasileira da primeira metade do século XX); a partir de 1947, com a contratação de fotógrafos, tais como: Flávio Damm, Luiz Carlos Barreto, Henri Ballot e Eugênio Silva, dentre outros.

No modelo anterior, abraçado pelo periódico em 1943, com a contratação de Jean Manzon, eram realizadas fotorreportagens inspiradas nas revistas europeias, como Vu e Voilà, baseadas no sensacionalismo jornalístico.

Em Homenagem ao Dia Mundial da Fotografia, listo 7 imagens que valem mais que mil palavras

1. Mãe Migrante (Dorothea Lange – 1936)

Dia Mundial da Fotografia

A imagem Mãe Migrante, de Dorothea Lange (1895-1965), fotógrafa contratada pelo Ministério de Reassentamento dos Estados Unidos, cujo objetivo era “apresentar a América para os americanos”, segundo palavras do diretor do departamento, foi clicada em março de 1936, num acampamento de colhedores de ervilha, em Nipomo, na Califórnia, durante a Grande Depressão.

A crise foi causada pela quebra da Bolsa de valores de Nova Iorque, em 24 de outubro de 1929 (conhecida como Quinta-feira negra).

Tal fato teve repercussão tanto no Brasil como no mundo, como o fortalecimento da indústria nacional e à instalação de regimes totalitários na Europa.

A fotografia foi tirada em menos de 10 minutos. Dorothea Lange visava registrar o orgulho, a força e espírito da mulher e não sua pobreza.

Não obstante Lange captar a essência desta mulher de 32 anos (índia criada nas terras Cherokee) nunca soube o seu nome.

Tal imagem chocou o país e levou o governo estadunidense a enviar nove mil quilos de comida para os trabalhadores migrantes da Califórnia.

Em 2013, a imagem foi vendida por 100.000 dólares, pela casa de leilões Sotheby´s.

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2. Morte de um Soldado Legalista (Robert Capa – 1936)

A efígie Morte de um Soldado Legalista, de Robert Capa, foi tirada em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola.

A imagem registra o momento exato, em que o militar é atingido por um tiro no peito.

Curtindo minha homenagem ao Dia Mundial da Fotografia?

3. Dia de VJ na Times Square (Alfred Eisenstaedt – 1945)

A fotografia Dia de VJ na Times Square, de Alfred Eisenstaedt, foi clicada em 14 de agosto de 1945 (o dia da vitória), a fim de celebrar a rendição do Japão e, por conseguinte, o fim da Segunda Guerra Mundial.

O anúncio do final do conflito foi feito por Harry S. Truman, presidente norte-americano.

4. Passeata dos Cem Mil (Evandro Teixeira – 1968)

Dia Mundial da Fotografia

 

 

 

 

 

A imagem Passeata dos Cem Mil, clicada em junho de 1968, retrata os protestos contra a autocracia militar brasileira.

A passeata é produto das manifestações de maio de 1968, conhecida como a Revolução Jovem, ocorridas ao redor do mundo, as quais exigiam melhores condições de vida e liberdades civis (mundo afora), e a queda da ditadura no Brasil, após o golpe de estado de 1964.

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5. Napalm girl (Nick Ut – 1972)

Dia Mundial da Fotografia-Napalm-Girl-Nick-Ut

A imagem de Phan Thị Kim Phúc, garota vietnamita de nove anos, que corria nua pelas ruas do vilarejo, em que morava, após ser atingida por explosivos napalm, foi tirada por Nick Ut.

A imagem Napalm Girl tornou-se símbolo de crítica à guerra do Vietnã.

Após a publicação desta foto pela Agência Associated Press, o mundo atentou para o extermínio, e os protestos aumentaram a pressão para que o governo americano findasse o combate no país asiático.

A imagem foi laureada com o Prêmio Pulitzer de Melhor Fotografia (1973).

6. O rebelde desconhecido de Tiananmen (Jeff Widener – 1989)

A imagem O rebelde desconhecido de Tiananmen, de Jeff Widener, foi feita em 1989, na Praça da Paz Celestial, no momento em que estudantes e trabalhadores protestavam contra o Governo Totalitário Chinês.

7. Paraisópolis (Tuca Vieira – 2004)

Dia Mundial da Fotografia -Morumbi-Paraisopolis

A imagem da favela de Paraisópolis, uma das maiores da cidade de São Paulo, dividindo o espaço geográfico, com um prédio de luxo (cada apartamento tem 355 metros quadrados), no bairro do Morumbi, foi clicada pelo fotógrafo Tuca Vieira, em 2004.

A imagem foi publicada em oito jornais e três livros. Também participou de diversas mostras, como na Galeria Tate Modern.

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Consolida no Brasil e no mundo, a Fotografia ampliou o leque de vertentes, desde a sua invenção até os dias de hoje, perpassando por diferentes gêneros:

  • Vida Selvagem e Natureza;
  • Retratos;
  • Moda;
  • Nu Artístico;
  • Esportes;
  • Eventos Sociais;
  • Viagem;
  • Arquitetura;
  • Fine Art;
  • Documental.

E foi elevada ao status de Arte, devido ao trabalho de fotógrafos, como Henri Cartier-Bresson, Steve MCcurry, Hiroshi Sugimoto, Marc Ferrez, Sebastião Salgado, dentre outros.

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Antes de imprimir, pense. O meio ambiente agradece.

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